domingo, 19 de abril de 2009

SEMINÁRIO PARA O TRÂNSITO NO BRASIL ACONTECE EM CAMPO GRANDE, NESTE MÊS

A Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) realizará nos dias 29 e 30 de abril (quarta e quinta-feiras), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o Seminário Nacional "Desafios para o Trânsito no Brasil". Junto com o evento, acontecerá também uma Exposição sobre o mesmo tema. O Seminário é destinado aos secretários e dirigentes públicos de transporte e trânsito, dirigentes e técnicos de empresas públicas e privadas, operadores públicos e privados, indústria, consultores, técnicos em geral, universidades. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) será representada no evento pelo seu diretor-presidente, Gerson Luis Bittencourt, também secretário de Transportes, em Campinas, que integrará a mesa de debates sobre Sistemas Inteligentes de Trânsito, no dia 30 de abril, a partir das 16h30. As discussões, nesta mesa, serão em torno das tecnologias de comunicação e informática aplicadas na melhoria da gestão, operação e fiscalização do trânsito. A mesa será coordenada por Valeska Peres Pinto, presidente da Comissão de Sistema Inteligentes de Transportes da ANTP, e contará com a participação do diretor do Núcleo de Trânsito da AMC de Fortaleza, Carlos Henrique Pires Leandro; e do presidente da Associação Brasileira de Monitoramento e Controle Eletrônico de Trânsito (ABRAMCET), Sílvio Médici. A íntegra da programação pode ser acessada no site WWW.antp.org.br. Informações sobre o evento pelo telefone: (11) 3371-2299, com Valéria. Conheça os outros temas de debates no evento: Um Balanço do CTB: Avanços e Perspectivas de Revisão O que foi implantado e o que deve mudar para garantir a sua plena efetividade. A Disputa pelo Espaço Viário Como administrar a disputa pelo espaço viário, medidas de restrição ao automóvel e prioridades no uso do Sistema Viário. Trânsito, uma Questão de Saúde pública O Trânsito como fator de saúde pública - os impactos do trânsito na qualidade de vida das cidades e suas repercussões na saúde. Violência no Trânsito: Como Mudar Comportamentos? Quais as causas desta violência e estão sendo efetivas as medidas adotadas contra o problema? Qualidade na Gestão do Trânsito A adoção da Excelência da Gestão no dia a dia das organizações de transito, a contribuição do Prêmio ANTP de Qualidade para as organizações do setor. O Trânsito e a Cidade Planejamento e projetos urbanísticos para a construção de parâmetros para o trânsito com prioridade para os pedestres e não motorizados. Sistemas Inteligentes de Trânsito O uso de sistemas inteligentes - tecnologias de comunicação e informática - para a melhoria da gestão, operação e fiscalização do trânsito.
TEXTO: Denise Pereira

LULA É O PRESIDENTE MAIS POPULAR DAS AMÉRICAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em primeiro lugar na lista de líderes com melhor aprovação da América, com 70% de popularidade, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (14) na internet pela empresa mexicana Consulta Mitofsky.
O relatório, correspondente a abril, indica que pouco atrás de Lula está o governante colombiano, Álvaro Uribe, com 69%, seguido pelo mexicano Felipe Calderón, com 68%, e pelo salvadorenho Elías Antonio Saca, com 66%.
Em um segundo bloco aparecem os presidentes de Estados Unidos, Barack Obama, com 61%; Equador, Rafael Correa, e Paraguai, Fernando Lugo, com 60%; Chile, Michelle Bachelet, com 59%; e Bolívia, Evo Morales, com 58%.
Pouco atrás estão o governante uruguaio, Tabaré Vázquez, com 53%; o costarriquenho Óscar Arias, com 49%; o panamenho Martín Torrijos, com 48%; o guatemalteco Álvaro Colom, com 45%; o dominicano Leonel Fernández e o nicaraguense Daniel Ortega, com 48%; e o peruano Alan García, com 34%.
No fim da lista, estão a argentina Cristina Fernández de Kirchner, com 29%, e o hondurenho Manuel Zelaya, com 25%. A Consulta Mitofsky destacou que a aprovação média dos presidentes americanos em março foi de 52%, só superada pelos resultados de janeiro e maio de 2007, que alcançaram 53% e 54%, respectivamente. No estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula, Uribe e Correa dividiam o primeiro lugar, com 70% de aprovação.
FONTE: Site Oficial PT Nacional

DEBATE MOSTRA QUE APATIA DE SERRA À CRISE DEVE MARCAR DISPUTA DE 2010

A crítica à falta de reação do governo de São Paulo no combate à crise econômica marcou o debate “SP: Alternativas para o enfrentamento da crise”, promovido pelo Diretório Estadual do PT-SP, nesta sexta (17). O evento no sindicato dos Engenheiros reuniu cerca de 300 militantes do PT e de partidos de esquerda, dirigentes de vários partidos, prefeitas (os) e vices, parlamentares e jornalistas. Dando continuidade aos eventos que buscam construir um programa alternativo de enfrentamento à crise, o painel do período da manhã, debateu a conjuntura econômica nacional e internacional. No período da tarde, com lideranças dos partidos do campo popular progressista, discutiu-se uma agenda política para enfrentamento da crise.O presidente estadual do PT, Edinho Silva, lamentou a reação ruim do governador José Serra às propostas do PT para o enfrentamento à crise. “Em vez de incorporar o diálogo no Estado, que melhor reagiria a medidas contra a crise, o governador saiu ao ataque contra nossos prefeitos e lideranças”, lembrou o líder petista. A ex-ministra Marta Suplicy citou medidas do governo Lula que amenizaram o impacto da crise no país e criticou o modo como o governador Serra age no estado. “Enquanto Lula aumenta recursos do Bolsa Família para aumentar a renda e fazer a economia circular, eles fazem o oposto, contingenciando exatamente os recursos para a área social”, disse Marta. Ela defendeu a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência, pelo consenso que conquistou no partido e por ser a mulher que mais conhece cada projeto do governo Lula. “É uma mulher com uma visão moderna do mundo em que vivemos e capaz de inovar num governo, em vez de apenas dar continuidade ao que já foi feito”.O líder da bancada na Assembléia Legislativa, Rui Falcão, ressaltou a importância de agregar aliados na luta para tirar o bloco demo-tucano do governo de São Paulo. “A cada iniciativa do governo Lula para atacar a crise, há uma contra em São Paulo”, afirmou. Falcão apontou os índices críticos da educação no estado e questionou: “Como eles têm coragem de abrir a boca para criticar o governo federal?”Líder mundialO senador Aloizio Mercadante (PT-SP) deu uma palestra em que revelou a dimensão catastrófica da crise econômica que atinge o mundo. Também mostrou os motivos porque o presidente Lula emerge como a principal liderança política do mundo, influenciando o modo como os países reagem contra a crise. Comparando a atual crise com a recessão de 1929, que levou à 2ª. Guerra Mundial, Mercadante mostrou que os números, hoje, são mais graves, mas que a reação é mais progressista. Em vez da xenofobia, do protecionismo e do nacionalismo que acometeu o mundo na década de trinta, há uma diferença na qualidade da reação coordenada atual, em parte por causa da intervenção de Lula, ao liderar o G20, grupo de países emergentes. “Obama apenas reconheceu que a liderança que emerge como grande interlocutor mundial chama-se Luis Inácio Lula da Silva”, disse.“O Brasil era parte do problema, e principal problema entre países da América Latina, e agora é parte da solução ao deixar de ser vítima do FMI para se tornar credor e influenciar nas condicionalidades para empréstimos”, avaliou o senador. Ele acredita que, assim como foi um dos último países a entrar na crise, o Brasil pode ser o primeiro a sair dela. Mercadante também criticou a postura do PSDB no estado. “Enquanto Obama distende o diálogo com Cuba e com a Venezuela, a direita brasileira e o PSDB defende a guerra fria para o continente. A solução está em mais integração e diálogo entre nossos vizinhos”, atacou. Ele resumiu que, em meio à maior crise bancária do mundo, com vários países estatizando seus bancos, a resposta de Serra em São Paulo foi privatização de seu único banco fomentador da economia estadual. “Eles continuam insistindo no ideário neoliberal, quando o resto do mundo está abandonando”, espantou-se. AliadosO deputado federal Milton Monte (PR-SP) também lamentou que Serra não veja o debate da oposição de forma propositiva, mas prefira encará-lo de forma antagônica. “Não vamos resolver uma crise dessa envergadura, se não tivermos propostas concretas, como o presidente Lula tem feito no país”, afirmou. Em sua opinião, a experiência do governo Lula deve ser copiada por outros países, porque mostrou que deu certo. “Achei que não ia viver para ver os EUA defenderam estatização de bancos!”, afirmou Monte.O secretário de Comunicação do PCdoB-SP, Rovilson Robbi Brito, acredita que o debate não pode ser apenas como sair da crise, mas como combater os principais responsáveis por ela. “No Estado que se tornou o único bastião do neoliberalismo, temos aqui os legítimos representantes daqueles que geraram essa crise”, disse o comunista. Segundo ele, o governo Serra se reduz a um discurso vazio de desenvolvimentismo, “sem vigor e sem criatividade para aplicá-lo no Estado. “A vitória de Lula foi fundamental para interromper a erosão do Estado Nacional que a direita vinha promovendo, enquanto São Paulo tornou-se um entrave para o pleno desenvolvimento do Brasil”, disse. O deputado Carlos Pereira, do recém criado Partido da Pátria Livre (PPL), aproveitou o debate petista para fazer sua primeira participação pública como dirigente partidário. Ele convidou os petistas para o ato solene de lançamento do PPL, no dia 21, no auditório Elis Regina, no Anhembi. Ele avaliou como fundamental a unidade dos partidos, com o PT, para a vitória em 2010, no estado. Segundo ele, o PSDB foi o agente do Consenso de Washington no Brasil, que pregava o fim do controle social sobre os monopólios econômicos, e acabou levando à crise sistêmica do capitalismo. “Foram privatizadas no Brasil, durante os governos devastadores dos tucanos, 120 empresas estatais”, lamentou. Pereira também comemorou a união das centrais sindicais contra a hipótese primeira levantada pelas entidades patronais e pela grande mídia, de reduzir salários “para que os trabalhadores pagassem pela crise”. Como demonstrou, a hipótese recessiva foi o único receituário apontado pelo empresariado paulista e pelo tucanato para o enfrentamento da crise. O contingenciamento de orçamento e o corte de investimentos é a única saída vista pelo governo de São Paulo. Jeito petistaO senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ressaltou os méritos do governo Lula ao tirar o Brasil de um isolamento, ao fazer a economia brasileira interagir com cinco continentes, evitando a dependência dos países que quebraram. Citando os diversos talentos que surgem nas artes e no futebol, o senador falou de seu otimismo com a capacidade do brasileiro criar e resistir às crises. “Os governos precisam compreender as vantagens da uma renda mínima não condicional para a formação de um mercado consumidor interno”, discursou, mencionando uma de suas maiores bandeiras, que se concretizou, em parte, com o programa Bolsa Família.A prefeita petista de Cubatão deu um depoimento contundente de como recebeu a cidade, agora em 2009, e o tamanho do esforço que faz para mostrar a diferença. Ela contou que, nesses cem dias, já enfrentou grandes incêndios, deslizamentos de terra, enchentes e seqüestro de recursos da Prefeitura. Numa das cidades mais ricas do país, com R$ 809 milhões de orçamento para uma população de apenas 120 mil habitantes, ela enfrenta os piores índices de desenvolvimento humano da região, com enormes índices de tuberculosos, analfabetos e desempregados. “Temos servidores que recebem salários de R$ 45 mil reais ou se aposentaram com esse salário e R$ 326 milhões de folha de pagamento”, revelou. Em poucos meses, já conseguiu reduzir dramaticamente os gastos com fornecedores. “Somos instrumentos de mudança no nosso país”, afirmou.
Fonte: Site PT/ São Paulo

quinta-feira, 16 de abril de 2009

DEPOIS DO LULA SER O CARA, OBAMA QUER SER PARCEIRO DO BRASIL

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o Brasil "é uma potência econômica e grande jogador no cenário internacional" e que ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ser "parceiros".
As declarações foram feitas em entrevista à rede de TV CNN en Español transmitida nesta quinta-feira.
Perguntado sobre o sentimento antiamericano em alguns países da América Latina, Obama respondeu que "os tempos mudaram" e destacou o papel exercido pelo Brasil no cenário internacional.
"Estamos no século 21 agora. Os tempos mudaram. Um país como o Brasil é uma potência econômica e grande jogador no cenário internacional", disse Obama.
O presidente norte-americano afirmou ainda que ele e Lula deveriam ser parceiros. "Minha relação com o presidente Lula é a de dois líderes que têm grandes países, que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para nossos povos, e devemos ser parceiros."
Obama concedeu a entrevista antes de sua primeira visita oficial à América Latina. O presidente norte-americano desembarcou no México nesta quinta-feira e participa da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, que começa na sexta-feira. (Reportagem de Hugo Bachega)

CONVITE

Reunião com Ministro de Promoção da Igualdade Racial
Presença confirmada do Ministro Edson Santos, que irá dialogar
Com os presentes sobre a 2ª Conferência de Promoção pela Igualdade Racial

Data: 16 de Abril
Local: Salão Azul da Prefeitura Municipal de Campinas
Avenida Anchieta nº. 200 - Centro
Horário: 15 horas

sábado, 11 de abril de 2009

BITTENCOURT, SECRETÁRIO DE TRANSPORTE, APRESENTA NA CÂMARA MUNICIPAL O VLP-VEÍCULO LEVE SOBRE PNEUS

O projeto de implantação em Campinas do Veículo Leve sobre Pneus (VLP) foi apresentado nesta segunda-feira (06/04) na primeira parte da 18ª reunião ordinária da Câmara de Vereadores. O secretário Municipal de Transportes, Gerson Bittencourt, disse que o projeto vai custar pouco mais de R$ 1 bilhão; terá a tarifa igual ao dos ônibus e será integrada pelo sistema de bilhete único. Bittencourt disse que cerca de 50% do custo total do projeto será de obras de infraestrutura. Segundo o secretário, parte desse valor viria do BNDES dentro do PAC da Mobilidade Urbana e parte seria à fundo perdido do governo federal. A outra metade, explicou Bittencourt, seria de responsabilidade das empresas – ou consórcios – que vão operar e explorar o sistema. De acordo com o secretário, até a primeira quinzena de maio, o projeto será levado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A rede de transporte da cidade, segundo o secretário, está dividida em quatro grandes áreas: A Área 1 é a do Ouro Verde, Vila União e Corredor Amoreiras. A Área 2 é a do Campo Grande, Padre Anchieta e o Corredor John Boyd Dunlop. A Área 3 é a de Barão Geraldo, Sousas, Rod. Campinas-Mogi, Amarais e Abolição e a Área 4 é a da Nova Europa, Santos Dumont e Aeroporto de Viracopos.
O projeto do VLP terá seis trechos e no primeiro momento, serão executados dois deles – o do Ouro Verde e do Campo Grande. Juntos, esses dois trechos deverão atender 250 mil dos 600 mil usuários que o sistema transporta diariamente na cidade. O primeiro terá 10 km de extensão e o segundo terá 15 km. O veículo terá 2,2 metros de largura e quase 3 metros de altura e será operado em pelo menos três modalidades: o expresso – que não terá parada entre o ponto inicial e final, além do sistema que vai contar com paradas em locais determinados e um terceiro, que vai parar em todos os pontos.
Bittencourt disse aos vereadores que a Administração optou pelo VLP por razões técnicas e econômicas. Segundo ele, o custo é baixo se comparado a projetos de Veículos Leves sobre Trilhos ou metrôs. Do ponto de vista da engenharia, afirmou ele, o VLP exige intervenções mais viáveis. “Para implantar um VLT, tínhamos de abrir espaços de 20 metros para realizar curvaturas, enquanto que o VLP chega ao máximo de 10 metros”, disse.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

JORNALISTA DENUNCIA MÁ-FÉ DA FOLHA E ARMAÇÃO CONTRA DILMA

O jornalista Antonio Roberto Espinosa, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), encaminhou carta à redação da Folha de S.Paulo, protestando contra a edição da entrevista por telefone que concedeu ao jornal e que originou a matéria “Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Neto”, publicada n domingo (5).Espinosa acusa a Folha de preparar uma “armadilha” para a ministra Dilma Rousseff usando uma entrevista que concedeu a uma das suas repóteres da sucursal de Brasília. Na carta que encaminhou à redação, ele denuncia a má fé dos editores do jornal. Segue a íntegra da correspondência:Prezados senhores,Chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar. Esclareço preliminarmente que:1) Não conheço pessoalmente a repórter Fernanda Odilla, pois fui entrevistado por ela somente por telefone. A propósito, estranho que um jornal do porte da Folha publique matérias dessa relevância com base somente em “investigações” telefônicas;2) Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada. Esclareço que concedi a entrevista porque defendo a transparência e a clareza histórica, inclusive com a abertura dos arquivos da ditadura. Já concedi dezenas de entrevistas semelhantes a historiadores, jornalistas, estudantes e simples curiosos, e estou sempre disponível a todos os interessados;3) Quem informou à Folha que o Superior Tribunal Militar (STM) guarda um precioso arquivo dos tempos da ditadura fui eu. A repórter, porém, não conseguiu acessar o arquivo, recorrendo novamente a mim, para que lhe fornecesse autorização pessoal por escrito, para investigar fatos relativos à minha participação na luta armada, não da ministra Dilma Rousseff. Posteriormente, por e-mail, fui novamente procurado pela repórter, que me enviou o croquis do trajeto para o sítio Gramadão, em Jundiaí, supostamente apreendido no aparelho em que eu residia, no bairro do Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. Ela indagou se eu reconhecia o desenho como parte do levantamento para o seqüestro do então ministro da Fazenda Delfim Neto. Na oportunidade disse-lhe que era a primeira vez que via o croquis e, como jornalista que também sou, lhe sugeri que mostrasse o desenho ao próprio Delfim (co-signatário do Ato Institucional número 5, principal quadro civil do governo ditatorial e cúmplice das ilegalidades, assassinatos e torturas).Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra). A direção do jornal (ou a sua repórter, pouco importa) tomou como provas conclusivas somente o suposto croquis e a distorção grosseria de uma longa entrevista que concedi sobre a história da VAR-Palmares. Ou seja, praticou o pior tipo de jornalismo sensacionalista, algo que envergonha a profissão que também exerço há mais de 35 anos, entre os quais por dois meses na Última Hora, sob a direção de Samuel Wayner (demitido que fui pela intolerância do falecido Octávio Frias a pessoas com um passado político de lutas democráticas). A respeito da natureza tendenciosa da edição da referida matéria faço questão de esclarecer:1) A VAR-Palmares não era o “grupo da Dilma”, mas uma organização política de resistência à infame ditadura que se alastrava sobre nosso país, que só era branda para os que se beneficiavam dela. Em virtude de sua defesa da democracia, da igualdade social e do socialismo, teve dezenas de seus militantes covardemente assassinados nos porões do regime, como Chael Charles Shreier, Yara Iavelberg, Carlos Roberto Zanirato, João Domingues da Silva, Fernando Ruivo e Carlos Alberto Soares de Freitas. O mais importante, hoje, não é saber se a estratégia e as táticas da organização estavam corretas ou não, mas que ela integrava a ampla resistência contra um regime ilegítimo, instaurado pela força bruta de um golpe militar;2) Dilma Rousseff era militante da VAR-Palmares, sim, como é de conhecimento público, mas sempre teve uma militância somente política, ou seja, jamais participou de ações ou do planejamento de ações militares. O responsável nacional pelo setor militar da organização naquele período era eu, Antonio Roberto Espinosa. E assumo a responsabilidade moral e política por nossas iniciativas, denunciando como sórdidas as insinuações contra Dilma;3) Dilma sequer teria como conhecer a idéia da ação, a menos que fosse informada por mim, o que, se ocorreu, foi para o conjunto do Comando Nacional e em termos rápidos e vagos. Isto porque a VAR-Palmares era uma organização clandestina e se preocupava com a segurança de seus quadros e planos, sem contar que “informação política” é algo completamente distinto de “informação factual”. Jamais eu diria a qualquer pessoa, mesmo do comando nacional, algo tão ingênuo, inútil e contraproducente como “vamos seqüestrar o Delfim, você concorda?”. O que disse à repórter é que informei politicamente ao nacional, que ficava no Rio de Janeiro, que o Regional de São Paulo estava fazendo um levantamento de um quadro importante do governo, talvez para seqüestro e resgate de companheiros então em precárias condições de saúde e em risco de morte pelas torturados sofridas. A esse propósito, convém lembrar que o próprio companheiro Carlos Marighela, comandante nacional da ALN, não ficou sabendo do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Por que, então, a Dilma deveria ser informada da ação contra o Delfim? É perfeitamente compreensível que ela não tivesse essa informação e totalmente crível que o próprio Carlos Araújo, seu então companheiro, diga hoje não se lembrar de nada;4) A Folha, que errou a grafia de meu nome e uma de minhas ocupações atuais (não sou “doutorando em Relações Internacionais”, mas em Ciência Política), também informou na capa que havia um plano detalhado e que “a ação chegou a ter data e local definidos”. Se foi assim, qual era o local definido, o dia e a hora? Desafio que os editores mostrem a gravação em que eu teria informado isso à repórter;5) Uma coisa elementar para quem viveu a época: qualquer plano de ação envolvia aspectos técnicos (ou seja, mais de caráter militar) e políticos. O levantamento (que é efetivamente o que estava sendo feito, não nego) seria apenas o começo do começo. Essa parte poderia ficar pronta em mais duas ou três semanas. Reiterando: o Comando Regional de São Paulo ainda não sabia com certeza sequer a freqüência e regularidade das visitas de Delfim a seu amigo no sítio. Depois disso seria preciso fazer o plano militar, ou seja, como a ação poderia ocorrer tecnicamente: planejamento logístico, armas, locais de esconderijo etc. Somente após o plano militar seria elaborado o plano político, a parte mais complicada e delicada de uma operação dessa natureza, que envolveria a estratégia de negociações, a definição das exigências para troca, a lista de companheiros a serem libertados, o manifesto ou declaração pública à nação etc. O comando nacional só participaria do planejamento , portanto, mais tarde, na sua fase política. Até pode ser que, no momento oportuno, viesse a delegar essa função a seus quadros mais experientes, possivelmente eu, o Carlos Araújo ou o Carlos Alberto, dificilmente a Dilma ou Mariano José da Silva, o Loiola, que haviam acabado de ser eleitos para a direção; no caso dela, sequer tinha vivência militar;6) Chocou-me, portanto, a seleção arbitrária e edição de má-fé da entrevista, pois, em alguns dias e sem recursos sequer para uma entrevista pessoal – apelando para telefonemas e e-mails, e dependendo das orientações de um jornalista mais experiente, no caso o próprio entrevistado -, a repórter chegou a conclusões mais peremptórias do que a própria polícia da ditadura, amparada em torturas e num absurdo poder discricionário. Prova disso é que nenhum de nós foi incriminado por isso na época pelos oficiais militares e delegados dos famigerados Doi-Codi e Deops e eu não fui denunciado por qualquer um dos três promotores militares das auditorias onde respondi a processos, a Primeira e a Segunda auditorias de Guerra, de São Paulo, e a Segunda Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro.Osasco, 5 de abril de 2009.Antonio Roberto Espinosa é jornalista, professor de Política Internacional e doutorando em Ciência Política pela USP.

FONTE: site oficial PT Nacional

MODO PETISTA DE GOVERNAR NO TRANSPORTE PÚBLICO EM CAMPINAS

A convite do Diretório do PT, o secretário de transportes, Gerson Luis Bittencourt, apresentou durante reunião aos filiados e membros do Setorial do Transporte, no dia 3 de fevereiro, as realizações da Pasta de Transportes que mudaram Campinas. Os destaques ficaram por conta da implantação do Bilhete Único, iniciada em 2005; a implantação da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) – que trouxe um novo conceito de segurança para todo o Brasil; e a inauguração da nova Rodoviária, um sonho acalentado por mais de 30 anos pelos campineiros.

Bittencourt , que tem uma longa história no partido – há 23 anos filiado ao PT – e ampla experiência na gestão pública, com passagem pela gestão petista em São Paulo, comanda hoje um grupo que também reestruturou a EMDEC e trouxe um novo conceito de mobilidade urbana para a cidade. O secretário destacou ainda que conseguiu implantar projetos almejados pelos governos anteriores, inclusive dos governos Toninho/ Izalene.

Outro ponto abordado foi o controle das receitas do transporte. “A EMDEC conseguiu de volta a “chave do cofre”, ou seja, construir novas regras e exigir investimentos para a área, retomando a qualidade dos serviços e trazendo o usuário de volta ao transporte público.

Próximas iniciativas
Agora, Bittencourt quer avançar ainda mais nas conquistas nos próximos quatro anos. Para isso, ele vai iniciar a implantação dos corredores de ônibus, a melhoria da infraestrutura dos pontos e abrigos, promover a reforma dos terminais, implantar as garagens subterrâneas na Região Central e, ainda discutir com toda a Região Metropolitana, a implantação do Bilhete Único Metropolitano, que vai beneficiar milhares de cidadãos.