sábado, 11 de abril de 2009

BITTENCOURT, SECRETÁRIO DE TRANSPORTE, APRESENTA NA CÂMARA MUNICIPAL O VLP-VEÍCULO LEVE SOBRE PNEUS

O projeto de implantação em Campinas do Veículo Leve sobre Pneus (VLP) foi apresentado nesta segunda-feira (06/04) na primeira parte da 18ª reunião ordinária da Câmara de Vereadores. O secretário Municipal de Transportes, Gerson Bittencourt, disse que o projeto vai custar pouco mais de R$ 1 bilhão; terá a tarifa igual ao dos ônibus e será integrada pelo sistema de bilhete único. Bittencourt disse que cerca de 50% do custo total do projeto será de obras de infraestrutura. Segundo o secretário, parte desse valor viria do BNDES dentro do PAC da Mobilidade Urbana e parte seria à fundo perdido do governo federal. A outra metade, explicou Bittencourt, seria de responsabilidade das empresas – ou consórcios – que vão operar e explorar o sistema. De acordo com o secretário, até a primeira quinzena de maio, o projeto será levado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A rede de transporte da cidade, segundo o secretário, está dividida em quatro grandes áreas: A Área 1 é a do Ouro Verde, Vila União e Corredor Amoreiras. A Área 2 é a do Campo Grande, Padre Anchieta e o Corredor John Boyd Dunlop. A Área 3 é a de Barão Geraldo, Sousas, Rod. Campinas-Mogi, Amarais e Abolição e a Área 4 é a da Nova Europa, Santos Dumont e Aeroporto de Viracopos.
O projeto do VLP terá seis trechos e no primeiro momento, serão executados dois deles – o do Ouro Verde e do Campo Grande. Juntos, esses dois trechos deverão atender 250 mil dos 600 mil usuários que o sistema transporta diariamente na cidade. O primeiro terá 10 km de extensão e o segundo terá 15 km. O veículo terá 2,2 metros de largura e quase 3 metros de altura e será operado em pelo menos três modalidades: o expresso – que não terá parada entre o ponto inicial e final, além do sistema que vai contar com paradas em locais determinados e um terceiro, que vai parar em todos os pontos.
Bittencourt disse aos vereadores que a Administração optou pelo VLP por razões técnicas e econômicas. Segundo ele, o custo é baixo se comparado a projetos de Veículos Leves sobre Trilhos ou metrôs. Do ponto de vista da engenharia, afirmou ele, o VLP exige intervenções mais viáveis. “Para implantar um VLT, tínhamos de abrir espaços de 20 metros para realizar curvaturas, enquanto que o VLP chega ao máximo de 10 metros”, disse.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Um comentário:

  1. Parabéns, está bonito e bem elaborado. Sucesso em todas tuas empreitadas. Bjos

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