quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Jornais denunciam irregularidades na merenda escolar fornecida por Kassab

Problemas com a qualidade da comida e a presença de empresa fantasma entre os fornecedores são alguns das falhas denunciadas- 24/11/2009

A merenda fornecida nas escolas municipais de São Paulo continua tendo irregularidades. Problemas com a qualidade da comida e a presença de empresa fantasma entre os fornecedores são alguns das falhas denunciadas em matérias dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo desta segunda-feira (23).

De acordo com a Folha, a merenda fornecida às crianças pela gestão Kassab mantém a má qualidade já apontada em denúncias que se tornaram pública no início deste ano. Na época, além da péssima qualidade dos alimentos foi revelado que as empresas armaram um esquema para controlar o setor em São Paulo e cobrar mais caro pelo fornecimento à Prefeitura de SP, através do suborno a funcionários públicos.
“Relatórios de fiscalização da merenda escolar de São Paulo revelam que a presença de pombos nos refeitórios onde os alunos comem, excesso de moscas, alimentos vencidos no estoque e ovos mofados são problemas que persistem na rede municipal de ensino. Falhas diversas, que vão da falta de higiene nas cozinhas à infraestrutura deficiente das unidades, foram flagradas neste semestre, mesmo depois de a gestão Gilberto Kassab (DEM) assinar novos contratos de fornecimento da merenda”, escreveu o jornal.
A Folha acompanhou os balanços das vistorias realizadas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar), que aponta que das 25 escolas fiscalizadas foram encontradas falhas em 22. No CEU Parque São Carlos foram encontrados ovos embolorados e pães vencidos. Moscas dominam a cozinha da Emef José Lins do Rego.
Já o Estadão de ontem contou que uma fornecedora de merenda admite uso de empresa fantasma para reduzir base de incidência de imposto. Mas existe a suspeita de que o esquema também serve para fazer o pagamento de propina a agentes públicos.
“Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. Coan & Ltda.
Investigação feita pelo Estado descobriu que o imóvel onde deveria funcionar uma representação da Coan abriga uma igreja evangélica. Dados bancários indicam depósitos periódicos da Coan nas contas de empresas fantasmas. Tudo confirmado pelo Ministério Público Estadual (MPE) a tal ponto que a empresa se viu obrigada a admitir sonegação fiscal. Promotores, no entanto, desconfiam de que o esquema tinha outra serventia: disfarçar o pagamento de propina a autoridades municipais. A Coan tem contratos com diversas prefeituras paulistas, incluindo a da capital”, revelou o Estadão.

(Fonte: Site Oficial do PT/SP)

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