sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pronunciamento do Vereador Josias Lech sobre a situação política no parlamento de Campinas

1) Sobre vereador e vereança

Discordo da colocação de que um vereador proveniente da periferia tenha mais sensibilidade com as questões sociais. Não vejo diferenças qualitativas entre os vereadores que possam ser mensuradas pela quantidade de votos na eleição ou pelo local de origem de seus trabalhos políticos. Vejo com preocupação o radicalismo e o corporativismo regionalista, pois isso pode gerar um desequilíbrio nas ações. Se regiões como o Padre Anchieta e o Parque Oziel tiveram um representante eleito, outros locais extremamente necessitados, como o Jardim Lisa e o Campo Belo,não tiveram essa oportunidade. Assim, preconizo que o papel do vereador é o de legislar para toda a cidade

Comentário meu: ao citar Padre Anchieta e Parque Oziel, ele referia-se aos vereadores Zé Carlos (Padre Anchieta) e Canário (Padre Anchieta).



2) A consciência individual e coletiva
Quanto aos posicionamentos sobre o voto pela consciência, quero registrar que nunca votei favorável ou contrário a qualquer proposição que ferisse minha consciência política. Se por um lado, o coletivismo sem método pode levar ao efeito “maria-vai-com-as-outras”, por outro a consciência individual exacerbada, colocada acima de tudo, levará ao individualismo e ao autoritarismo. Defendo, portanto, a mediação entre a consciência individual e coletiva. Tenho a consciência tranquila em defender as posições do PT, que tem o aval da maioria da sua militância para compor com o governo municipal.


3) Formação de blocos e grupos

Penso que todos os agrupamentos são importantes, mas entendo que devem ter como orientação central o fortalecimento do parlamento e não o de privilegiar qualquer mandato ou estilos de mandato especificamente. Acredito que só um parlamento forte, mediado entre a situação e oposição, é capaz efetivamente de fiscalizar e normatizar de forma a trazer consequências positivas para a população.

4) Pertencer a base do governo

Sem constrangimento nenhum e sem ferir minha autonomia e independência parlamentar, reafirmo minha postura de ser base do governo Hélio. Primeiro porque foi uma definição do meu partido, que tem o cargo de vice-prefeito. Segundo porque ao ser base estou sendo coerente com um passado recente, que não esqueci, quando há um ano comemorávamos, em bloco de 12 partidos, a vitória de um governo que vem administrando com mais de 70% de aprovação dos campineiros.

5) Sobre independência

Penso que a independência do legislativo está na sua postura e na sua capacidade de gerar ideias, conhecimentos, mobilização social e também críticas que realmente agreguem e contribuam com a gestão pública, tanto pela situação como pela oposição. Não é pressionando ou chantageando que se promove a independência. Nós vereadores, que exercemos a política de situação ou oposição na intenção verdadeira de colaborar com a cidade, devemos respeitar os tramites, o planejamento técnico e as possibilidades orçamentárias do executivo. As ações legislativas independentes devem sempre ser mediadas entre a estrutura oferecida pela própria Câmara Municipal e as possibilidades de benfeitorias do executivo. Ao contrário do que se dizem, movimentos políticos que incitem a rivalidade de poderes com fins de promover partidos, grupos ou mandatos, podem levar ao enfraquecimento do parlamento, o que traria significativos prejuízos a cidade.

Vereador Josias Lech- PT Campinas
Mandato Pra Fazer Acontecer

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